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Política anti-imigração e violência contra estrangeiros aumentaram após o 11 de setembro

Política anti-imigração e violência contra estrangeiros aumentaram após o 11 de setembro

Fonte: Torre do World Trade Center sendo atingida por avião sequestrado, em 11 de setembro de 2001 • SETH MCALLISTER/AFP

Um estudo da Universidade Brown aponta que, após os ataques de 11 de setembro de 2001, medidas de segurança deram maior poder ao governo dos Estados Unidos sobre imigrantes, com impacto particularmente sobre muçulmanos.

A pesquisa, assinada pela professora Elizabeth Beavers, afirma que governos, nacionais democratas e republicanos, ampliaram competências executivas para combater o terrorismo, aproximando vigilância migratória da política de segurança.

Entre as mudanças, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) foi criado em março de 2003 para consolidar funções de alfândega e imigração, com foco na repressão à imigração irregular sob a égide da segurança nacional.

O estudo destaca a expansão do alcance de rotas legais e de mecanismos de monitoramento, incluindo a ampliação da habilidade de investigar, deter, interrogar, deportar ou excluir estrangeiros sob alegações de terrorismo, mesmo sem comprovar envolvimento direto em violência.

A pesquisa também aborda a criação de listas de terroristas internacionais e globais, bem como a aprovação do USA PATRIOT Act em outubro de 2001, que ampliou poderes de vigilância, compartilhamento de dados e acesso a informações pessoais e financeiras para combate ao terrorismo.

Beavers sustenta que as definições legais de terrorismo, amplamente interpretadas, deixam margem para decisões políticas e que, no segundo mandato de Donald Trump, tais poderes teriam sido empregados de maneira mais ampla contra organizações criminosas ligadas ao tráfico, o que, segundo a autora, é uma aplicação questionável da designação de terroristas.

Fonte da matéria: itatiaia.com.br

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