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O resultado de 2026 é visto pelo Missão como decisivo para medir o tamanho do projeto político da legenda, especialmente na disputa pela terceira posição entre Renan Santos e Augusto Cury.
Nos bastidores, a avaliação é de que um quarto lugar de Renan, com Cury à frente, representaria uma derrota relevante para a estratégia do partido, que busca não apenas vencer este ano, mas consolidar uma base eleitoral própria e musculatura para 2030.
A ideia é ocupar o espaço da chamada terceira via, com a meta de transformar a eventual vitória em ponto de partida para um projeto nacional mais estruturado, especialmente em um cenário de possível enfraquecimento do bolsonarismo.
Segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada recentemente, Cury e Renan aparecem próximos no primeiro turno, com 6,6% e 6,5%, respectivamente, o que aumenta a percepção de disputa acirrada entre eles.
No enfrentamento hipotético contra Lula, Cury aparece com 41,1% contra 43,8% de Lula, e Renan com 33,8% versus 46% do presidente, o que reforça a leitura de que Cury tem vantagem no segundo turno contra Lula, segundo o levantamento.
Internamente, a leitura é de que o resultado de 2026 pode definir o espaço que o Missão terá para avançar nos próximos anos, com a expectativa de que 2030 apresente um cenário diferente, possivelmente sem Lula e com menor força do bolsonarismo. A meta é chegar à próxima eleição com estrutura nacional e não apenas como legenda de nicho na direita.
Assim, a posição de Renan neste ano é vista como mais do que uma mera disputa de colocação; um desempenho abaixo de Cury poderia colocar em xeque a capacidade do Missão de usar a candidatura presidencial como alavanca para o projeto de longo prazo.
Fonte da matéria: atarde.com.br





