Fonte: BASHAR TALEB / AFP
A crise humanitária em Gaza impacta as gestações, com cerca de 70% dos recém-nascidos sendo prematuros e os hospitais operando com recursos severamente restritos.
No Hospital Naser, em Khan Yunis, sul de Gaza, dois a três bebês dormem lado a lado dentro de uma mesma incubadora, conectados a monitores, diante da falta de espaço e de equipamentos.
As restrições de entrada de mercadorias impostas por Israel contribuem para a escassez de suprimentos médicos e de dispositivos essenciais, agravando a situação nos serviços neonatais, segundo médicos e ONGs.
A OMS já havia apontado, em maio, que a retenção de itens afeta equipamentos de laboratório, dispositivos médicos e concentradores de oxigênio. A ONU também destaca aumento de natimortos e baixo peso ao nascer nesse contexto.
A UNICEF forneceu quase 100 incubadoras desde outubro de 2023 para seis hospitais, buscando manter os atendimentos neonatais. Um caso extremo ocorreu no final de agosto, quando uma menina com inversão da aorta foi devolvida por não haver espaço para tratamento no Hospital Naser.
Apesar das dificuldades, equipes médicas mantêm a sobrevivência dos bebês graças à engenhosidade e à dedicação, enquanto o sistema hospitalar continua sobrecarregado e em necessidade de soluções urgentes.
Fonte da matéria: itatiaia.com.br





