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A Receita Federal conseguiu conter um rombo estimado em R$ 1 bilhão ao neutralizar um esquema de fraudes no salário-maternidade do INSS, interceptando requisições indevidas articuladas por empresas de fachada e organizações fantasmas.
O benefício, que garante 120 dias de auxílio a autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e contribuintes em casos de nascimento, adoção, aborto legal ou natimorto, passou a ser alvo de investigações após detectar anomalias no cruzamento de dados fiscais.
Entre as irregularidades identificadas estão pedidos de valores elevados por empresas sem atividade econômica, cadastros com mulheres sem registro de filhos, ausência de escrituração fiscal e empresários registrados como donos e empregados ao mesmo tempo. Também houve atuação de intermediárias vendendo “soluções tributárias” associadas a influenciadores, para um serviço oferecido gratuitamente pelo Meu INSS.
A explosão de demandas ocorreu após mudanças no STF que ampliaram a concessão automática do benefício em até 30 dias após o protocolo, com possibilidade de cancelamento caso haja inconsistências posteriores. Entre maio e dezembro, as concessões passaram de 48.888 para 94.708, e os pedidos de auxílio subiram de 115.982 para 161.590, respectivamente.
Em etapas anteriores, a Polícia Federal deflagrou a Operação Recupera, cumprindo mandados no RJ e em Santa Catarina para desarticular inserções de dados falsos e bloquear R$ 3 milhões em bens dos envolvidos.
Fonte da matéria: atarde.com.br





